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número 14 • dezembro de 2014

MACHADO DE ASSIS AND BRAZILIAN LITERARY INDEPENDENCE: TOWARD A POSTCOLONIAL NATIONAL AESTHETIC

G. Reginald Daniel

Abstract: As a mulatto who was both black and white, yet neither, Machado de Assis developed a keen sensitivity to what Santiago refers to as "o entre-lugar", that is to say, the liminal or in-between space that shapes human existence. Machado gave artistic expression to this phenomenon in a manner that encompassed broader contradictions and questions of multiplicity and ambiguity in terms of Brazil's national literary identity. His writings do not display a national consciousness or brasilidade (Brazilianness) expressed through the use of racial types, external descriptions of local flora, fauna, or idioms, as was the case with the anticolonial writings of many of his contemporaries and successors, which fostered a superficial cultural essentialism. In keeping with Bhabha's conceptualtization of postcolonial thought, Machado searched for a radical nationalism generated within a liminal space that contested the terms and territories of both colonialism and anticolonial nationalism. He sought to achieve this without belonging to a neocoloniality that reduced Brazilian intellectual and cultural production to second-order copies incapable of articulating any originality. Rather, Machado elucidated a mark of differentiated repetition that borrowed from the finest, most enduring exemplars of European literature yet transformed these into something uniquely Brazilian.

Keywords: Machado de Assis, criticism; Brazilian literature; national identity in literature, colonialism; postcolonial discourse.

MACHADO DE ASSIS E A INDEPENDÊNCIA LlTERÁRIA BRASILEIRA: EM DIREÇÃO A UMA ESTÉTICA NACIONAL PÓS-COLONIAL

Resumo: Como um mulato que era preto e branco, ou nenhum dos dois, Machado de Assis desenvolveu uma sensibilidade aguçada para o que Santiago se refere como "o entre-lugar", isto é, o limiar ou espaço-entre que molda a existência humana. Machado deu expressão artística a este fenômeno de uma forma que englobava contradições e questões de multiplicidade e ambiguidade mais amplas em termos de identidade literária nacional do Brasil. Seus escritos não apresentam uma consciência nacional ou brasilidade, expressos através do uso de tipos raciais, descrições de locais externos, flora, fauna, ou expressões idiomáticas, como foi o caso com os escritos anticoloniais de muitos de seus contemporâneos e sucessores, que fomentaram um essencialismo cultural superficial. De acordo com a conceptualização do pensamento pós-colonial de Bhabha, Machado procurou um nacionalismo radical gerado dentro de um espaço limiar que contestou os termos e territórios tanto do colonialismo como do nacionalismo anticolonial. Ele procurou conseguir isso sem pertencer a uma neocolonialidade que reduziu a produção intelectual e cultural brasileira a cópias de segunda ordem, incapazes de articular qualquer originalidade. Em vez disso, Machado elucidou uma marca de repetição diferenciada que pegou emprestada dos melhores e mais duradouros exemplares da literatura europeia e transformou isso em algo exclusivamente brasileiro.

Palavras-chave: Machado de Assis, crítica; literatura brasileira; identidade nacional na literatura; colonialismo; discurso pós-colonial.

Artigo recebido em 14/09/2014 e aceito para publicação em 30/10/2014.

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