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Memorialismo fictício de Machado de Assis a Graciliano Ramos - Dom Casmurro e São Bernardo
O memorialismo fictício supõe a elaboração de uma obra que, de um modo ou de outro, simule a produção de um livro de memórias, em que a personagem relata os
principais acontecimentos de sua vida, desde o princípio até um final qualquer, quando cessam, por alguma razão, as atividades do protagonista e narrador.
Em Dom Casmurro, de 1899, o narrador, Bento Santiago, se posiciona quanto à sua situação de responsável pela apresentação dos fatos expostos. Essa obra
filia-se, assim, a uma vertente da poética do memorialismo fictício, que encena o trabalho de produção dos fatos passados no presente, isto é, na atualidade do
processo de narração. Esse veio, extremamente rico na ficção brasileira do século XX, será examinado em relação a duas obras, a partir das quais se constitui e
desenvolve a tradição. São elas o já mencionado Dom Casmurro, de Machado de Assis, e São Bernardo, de 1934, de Graciliano Ramos. Você também pode baixar este artigo para o seu computador no formato PDF (Adobe Acrobat ©): Para ter acesso aos artigos baixados neste site você precisa ter o Adobe Acrobat Reader © instalado em seu computador. Caso você não tenha este programa, clique no ícone acima para baixar e instalar (programa de distribuição gratuita). |
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