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número 1 • junho de 2008

Gogol, matriz de Quincas Borba
Ana Cláudia Suriani da Silva

O objetivo deste artigo é investigar o papel desempenhado pelo conto "Diário de um louco" de Gogol na construção criativa do romance Quincas Borba de Machado de Assis, levando a discussão de Eugênio Gomes um pouco mais adiante. Mostrarei que o conto russo serviu ao mesmo tempo de matriz e contra-exemplo narrativos para Quincas Borba. Gomes comprovou que, no "Diário de um louco", Machado encontrou a temática da megalomania imperial, da personificação do cão e o nome de Sofia. Veremos que o escritor brasileiro opta, no entanto, por um narrador em terceira pessoa ao invés da forma do diário ou do narrador em primeira pessoa, para retratar, sob vários prismas narrativos, uma rede de relações interpessoais muito mais intricada e ao mesmo tempo muito menos hierárquica do que a sociedade representada por Gogol.

Palavras-chave: Machado de Assis; Quincas Borba; Gogol; "Diário de um louco"; prosa do século XIX.

The objective of this article is to investigate the role played by the short story "Diary of a Madman", by Gogol, in the creative construction of the novel Quincas Borba, by Machado de Assis. Its starting point is a discussion of the similarities between the Brazilian novel and the Russian short story, which Eugênio Gomes has already highlighted, and a comparison of the narrative resources employed by these two writers. The aim is to show that the Russian short story served, at the same time, as a narrative source and a counter-example to Quincas Borba. Despite being based on the same thematic substrate (the theme of imperial megalomania, the personification of the dog, and the name Sofia), Gogol and Machado de Assis used very different narrative tools in order to achieve the realist goal of depicting the interpersonal relations in the society represented in each of these two works.

Key words: Machado de Assis; Quincas Borba; Gogol; "Diary of a Madman"; 19th-century prose.

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